segunda-feira, 11 de maio de 2009

Os bastidores da ascensão de Hitler

Os bastidores da ascensão de Hitler


Autor: Stefano




Hitler foi nomeado chanceler pelo então presidente Hindenburg em janeiro de 1933. Em fevereiro, Hitler ordenou aos seus capangas que ateassem fogo no Reichstag e depois colocassem a culpa nos comunistas. Hitler convenceu Hindenburg a assinar uma lei que decretava o estado de sítio no país.Além disso, os comunistas foram perseguidos e presos e o partido comunista foi posto na ilegalidade. O clima tenso causado pelo Estado de Sítio deu motivo pra Hitler conseguir convocar o Parlamento para promover a votação da “Ermächtigungsgesetz” (Lei de habilitação de grandes poderes). O Ermächtigungsgesetz era um poder especial permitido pela Constituição de Weimar pra dar grandes poderes ao Chanceler pra ele decretar leis sem a intervenção do Reichstag. O Ermächtigungsgesetz só poderia ser votado em casos de estado de sítio (ou emergência). O Ermächtigungsgesetz só poderia entrar em vigor se conseguisse 2/3 dos votos do Reichstag. Hitler fez acordos com vários partidos, que toparam votar em favor dessa lei habilitante. Mas ainda faltava negociar com os deputados do Zentrumspartei (partido católico, cujo líder era o padre Ludwig Kaas) a votarem a favor da lei pra conseguir os 2/3 necessários pra conseguir a aprovação. O Zentrum aceita votar a favor da lei se o NSDAP concedesse privilégios à igreja católica, além de assinar uma concordata. No final de março , a lei foi aprovada e o NSDAP ganhou plenos poderes e dissolveu o Reichstag. Depois a Igreja começa a negociar uma nova concordata com a Alemanha: nesse cenário, ela sacrifica o Zentrum, então o único partido significativo que o NSDAP não tinha proibido. Na realidade ele tinha-o ajudado a ganhar o poder total. Em 5 de julho de 1933, o Zentrum se dissolve sob solicitação da hierarquia católica, deixando o caminho livre para o NSDAP, então partido único. Os nazistas fizeram concordata com o Vaticano. Hitler enviou von Papen (e Kaas) pra Roma para assinar a concordata com o secretário de estado do Vaticano, Eugenio Pacelli, futuro Pio XII (o bispo Montini, futuro Paulo VI, também participou da assinatura da concordata. Anos depois, ele se envolveria com as Ratlines). A concordata também garantiu o reconhecimento diplomático do regime nazi pelo Vaticano, o que era muito vantajoso pra Hitler no plano internacional. Por outro lado, a Igreja aceitou cooperar com Hitler e fechar os olhos pros abusos cometidos por ele. Além disso a igreja ganharia escravos do regime nazi. (Curiosidade: o NSDAP teria como membro-honorário o bispo Alois Hudal, que mais tarde seria um dos protagonistas das Ratlines). O NSDAP também faria acordos com as igrejas protestantes. Estas apoiaram os nazis em troca de privilégios. Um dos mais notáveis líderes protestantes pró-NSDAP era o pastor Ludwig Müller, líder do Deutsche Christen. A igreja adventista também era uma notável cúmplice do nazismo, tanto que recentemente os adventistas pediram perdão pela cumplicidade.

Um comentário:

Stefano disse...

http://www.youtube.com/watch?v=Jr5Q5Volv88